Solução com pré-moldados gera economia e agilidade. 
Buscando obter economia e rapidez as grandes construtoras vem investindo cada vez mais em processos construtivos baseados na industrialização.Seguindo essa tendência, é perceptível o crescimento da utilização de pré-moldados de concreto nas grandes obras.
A novidade é que, graças a competência e criatividade dos profissionais da área da construção civil no Brasil, essa tecnologia acaba em alguns casos, se transformando em solução inovadora. Foi o que ocorreu no edifício Quadra Hungria,que esta em construção no bairro Jardim Europa,na zona sul de São Paulo,onde os pré-moldados estão sendo utilizados de maneira ainda pouco conhecida:como formas para a execução de vigas.
O edifício de alto padrão terá uso comercial e compreende 22 mil m² de construção.É formado por térreo e mais 8 andares, onde foi utilizada a mais avançada tecnologia em automação equipamentos de segurança e telecomunicações.Garagens para quase 400 veículos e heliponto completam a infraestrutura oferecida pelo enpreendimento.
Em termos construtivos, o projeto estrutural do empreendimento previa duas vigas de transição, entre o térreo e o primeiro pavimento, com 60 m de comprimento, 4 m de altura e 65 cm de espessura.Cada viga tinha 14 aberturas para janelas,em forma circular, com diâmetro de 2,70 m.
Se fosse utilizada a tradicional solução necessários 240 m² de formas de madeira, o que alem de implicar em alto custo, também demandaria muito tempo com mão-de-obra para executar as fôrmas exatamente de acordo com o projeto.

Com a consultoria do eng. Francisco Oggi, a construtora Constrac optou por fazer a viga em 16 partes pré-moldadas com fôrma metálica em formato de “L”, que juntadas, formaram verdadeiras “cascas” de concreto, com 5 cm de espessura.Depois, foram colocadas as armaduras e concretadas as vigas.”As ‘cascas’ em concreto serviram de molde para a execução das duas grandes vigas.Assim, conseguimos viabilizar com mais rapidez a obra e reduzimos os custos nesta etapa”, explicou o eng. Oggi.
“Realmente agilizou muito o processo porque a grua ia colocando os moldes de concreto no local e nos íamos armando e enchendo com concreto área interna entre uma casca e outra. Esses moldes passaram a fazer parte da viga”, avalia o eng. Valter Antonio Chammas, diretor da Constrac.
Segundo o engenheiro, para o sucesso dessa empreitada foi fundamental o entrosamento com a concreteira .”Cada concretagem de laje e vigamento dava em torno de 480 m 3. Entao”, a nossa idéia foi adotar duas bombas,cada uma concretando em torno de 240 m 3. A concretagem tinha inicio às oito da manha e só era terminada por volta das seis da tarde”,comenta Valter Chammas.
No caso da Quadra Hungria essa logística ganhou ainda mais importância pelo fato de o empreendimento estar situado em um bairro muito valorizado da cidade, com grande fluxo diário de veículos.
A construção teve inicio em fevereiro de 2003, com previsão de entrega para junho de 2005.No total devem ser utilizados na estrutura cerca de 2.5000 m 3 de concreto
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