Para dar conta da construção do novo centro de distribuição da empresa armarinhos Paraná Santa Catarina, na cidade de Apucarana (PR), a construtora Joharc teve de vencer uma série de dificuldades, sendo que o concreto dosado em central foi um forte aliado nesse processo.
O projeto de logística do prédio,que numa primeira etapa ocupara 7.800 m², determinava a implantação de sistema de paletização, vertical, através de seis posições de porta-paletas, com carga máxima prevista de 9 t e pé direito mínimo de 10,20 m na localização mais desfavorável do Centro de Distribuição.
Tal exigência,alem de ser determinante na capacidade de carga do piso, determinaria ainda a utilização de empilhadeira de roda de nylon rígida,altamente agressiva ao piso, principalmente nas juntas de dilatação e transferência.
“Por conta disso, optamos pela execução do piso em concreto protendido,com panos de 50 m de comprimento, reduzindo os pontos de conflitos das juntas de dilatação.Na sub-base utilizamos uma camada de 15 cm de brita graduada compactada com rolo e chapa, e sobre ela foram colocadas duas lonas de 200 micras, com o objetivo de evitar que o concreto ficasse em contato direto com a brita.Após colocação das lonas efetuamos a distribuição das cordoalhas engraxadas e , utilizando fôrmas metálicas, dividimos os panos para serem concretados”, explica o arq. José Herculano, diretor técnico da Joharc.
No piso foi utilizado piso em concreto dosado em central, com especificação de fck de 30 MPa, slump +- 8 e volume aproximado de 820 m², sendo que nas juntas de construção utilizou-se pinos de transferência de 20 mm.
Dadas as características de de utilização do empreendimento e de modo a garantir melhor desempenho e maior precisão operacional das empilhadeiras , o nivelamento e a planicidade do piso foram indispensáveis.
Já nos pátios externos nas áreas junta as niveladoras de docas , onde normalmente ocorrem grandes esforços no piso devido a manobra para nivelamento dos caminhões, foi executada a pavimentação em concreto polido com fck 30 MPa e volume aproximado de 270 m³ com armadura dupla em telas soldadas.
A inclinação do pátio é de 1,5% para evitar que a água das chuvas escoe para as docas.
Segundo o arquiteto, a proximidade entre a central dosadora de3 concreto e o canteiro de obras (cerca de 2 km), facilitou a logística da execução do pavimento,agilizou sobremaneira os serviços e deu total tranqüilidade para o desenvolvimento da obra dentro dos cronogramas fixados.
A escolha do material para as paredes de fechamento lateral também deveria atender algumas exigências fundamentais, como não apresentar saliências de pilares ou vigas que pudessem atrapalhar a colocação de prateleiras porta-paletes e não diminuir o aproveitamento do produto interno.
“Dessa forma, o fechamento através de painéis metálicos foi descartado,pois a edificação localiza-se às margens de uma rodoviva federal e havia por parte dos proprietários a preocupação com atos de vandalismos gratuitos, como tiros, que podem causar grande danos à mercadoria.A solução mais eficiente foi executar paredes de concreto pelo sistema tilt-up”, avalia o arq. José Herculano.
Na confecção dos painéis foi utilizado concreto armado com especificação de fck de 25 Mpa,com armadura de apoios de telas soldadas nas duas faces. A massa de cada painel variou entre 23 e 28 toneladas e para o içamento utilizou-se guindaste de 134 t.
Outros fatores decisivos para opção pelo sistema tilt-up foram a velocidade de execução da obra e o índice de incidência de mão de obra que é excepcionalmente menor.
A primeira fase da construção do Centro de Distribuição de empresa Armarinhos Paraná Santa Catarina tem conclusão prevista para o mês de agosto de 2004.
Créditos: Jornal Tecnologia do concreto armado N. 18
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